IA na medicina de precisão: a relação sine qua non (2023)
IA na medicina de precisão: a relação sine qua non (2023)
Paulo Miranda
Paulo Miranda
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Falar de Inteligência Artificial (IA na medicina de precisão) não é apenas falar de avanços técnicos e informacionais na área do tratamento clínico de ponta.

Ao unir todos os benefícios, ocorre um estreitamento da IA que visa auxiliar a tomada de decisões médicas de um modo mais particular.

IA na medicina de precisão – uma questão ‘Sine Qua Non’?

Para o direito, existe um termo legal – em latim – que refere-se a um elemento indispensável e essencial para uma causa. Estamos falando da expressão “Sine qua non“, muito utilizada por advogados e juristas.

Apesar da área ser outra, é possível usá-la para referir-se a medicina, mais especificamente a imersão tecnológica que estamos vivendo.

IA na medicina - perspectivas e impactos

A medicina de precisão é o futuro da área médica. Amparada pela evolução tecnológica, a área será revolucionada em prol do tratamento dos pacientes.

O que é IA na medicina?

O futuro da medicina é, nada mais, do que a personalização do tratamento médico. Como assim? É simples: tirar a receita de bolo de doenças e tratamentos padrões.

Os novos estudos já mostram que direcionar terapias eleva exponencialmente as chances de êxito para o paciente, é o que chamamos de medicina de precisão.

Antes de assumir o pódio, a Inteligência Artificial precisa, no entanto, passar por considerações necessárias para avaliar questões éticas e legais de modo a afastar qualquer nocividade que possa estar inerente ao seu uso.

Dentro da prática médica clássica, é necessário desenvolver soluções que sirvam para todos, mas ainda contemple a particularidade de cada indivíduo.

Chamadas de tecnologias disruptivas, os algoritmos propõem uma transformação nos dados e na perspectiva médica atual.

Com a possibilidade de coletar uma enorme quantidade de informações médicas concomitante ao sequenciamento genético, as IAs visam uma precisão cada vez maior, saindo da clássica generalidade e caminhando para a personalização e precisão.

Como a IA pode ajudar na medicina?

Tida como uma abordagem emergente para o tratamento e a prevenção de doenças levando em conta a individualidade dos pacientes, a Inteligência Artificial desponta como o que há de mais preciso na medicina.

Ponderando as variações genéticas, os algoritmos novos permitem analisar rapidamente informações que, sem eles, demorariam e atrasariam o diagnóstico.

Amparada pela big data, um mecanismo capaz de analisar, tratar e obter informações para analisar sistemas informacionais, a IA consegue entrar em cena de modo pontual.

Em alguns anos, a estimativa é que os algoritmos sejam capazes de analisar dados médicos para tirar conclusões e fazer correlações ainda não encontradas na tomada de decisão.

IA na medicina de precisão

Como a IA e a medicina de precisão exercerão um grande impacto ao revolucionar o fazer médico: através de uma associação entre médico e tecnologia.

Empresas como a Google e a IBM já reconhecem o potencial dos algoritmos e seu papel na medicina de precisão.

Prova disso são os incontáveis projetos e IA já aprovados para uso, tudo isso visando a personalização médica mediante um tratamento particular e individualizado.

No ano de 2015, preparando-se para a modernização, a Atomwise lançou um supercomputador capaz de buscar, de modo virtual, medicamentos comprovados para tratar o vírus Ebola.

Foram encontrados dois medicamentos, auxiliando no tratamento que até então levaria anos para ser desenhado.

Sem a IA, a precisão angariada caminharia a passos lentos. Com os algoritmos, a medicina de precisão é cada vez mais palpável e já consegue manejar tratamentos e intervenções que outrora seriam impossibilitados por falta de tal conhecimento.

Fazer medicina ganha um significado novo a cada dia que a tecnologia auxilia em seu desenvolvimento.

Qual caminho seguir na medicina de precisão com IA?

Apesar de já mostrar o seu benefício, ainda existem limitações que giram, principalmente, em torno das questões éticas.

O primeiro ponto é o reconhecimento. Para ser aprovado, o algoritmo precisa mostrar sua finalidade e seu benefício, além de ser aprovado pela FDA (Food and Drug Administration).

Posteriormente, é necessário incorporar o algoritmo no procedimento que será realizado. Também serão ancorados e testados antes de serem repassados ao mercado.

É preciso, antes de tudo, saber como os efeitos colaterais podem vir a acometer aqueles que forem expostos ao novo método ou ao que ele propõe.

Mesmo com algumas limitações ainda vigentes, é preciso compreender que será fácil transpor as questões éticas e legais.

Com o manejo da AI, é esperado que o caminho seja cada vez mais amplo sem deixar de lado a segurança que o paciente necessita para seu cuidado e tratamento médico.

Como a IA pode ajudar na medicina?

Apesar dos entraves, a tecnologia está se solidificando e aperfeiçoando a qualidade de vida dos pacientes.

Mesmo com questões ainda sem respostas, a maioria das dúvidas já estão sendo sanadas. Os preparativos para que o toque humano consiga ganhar auxílio de algoritmos visando a saúde humana estão cada vez maiores. 

É necessário estabelecer padrões éticos a nível micro e macroscópico dentro do setor da saúde.

Assim como todo e qualquer tratamento, os tratados e diretrizes serão necessárias para mesclar o cuidado tecnológico com o humano que não será substituído.

Será preciso implementar de modo cauteloso e gradual, dando espaço para que os riscos e as desvantagens sejam mapeadas antes de expor um número considerável de pessoas.

O ambiente médico, concomitantemente, precisa se preparar para elucidar à população a importância de se ter uma IA auxiliando nas decisões tomadas.

A chave, acima de tudo, será a cooperação. Com manejo correto e aperfeiçoamento, será possível promover um trabalho conjunto entre mão de obra humana e tecnológica para atingir o melhor potencial na oferta de cuidado médico.

Sabendo que, muito em breve, as IA estarão cada vez mais imersas na nossa realidade, é possível fazer com que a medicina ganhe espaço em um ambiente tecnológico.

Os algoritmos serão a base das futuras tomadas de decisões, auxiliando o profissional em sua missão de cuidar e tratar uma vida humana que deles dependem.

Publicado em:22/11/2022
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