Robôs humanoides na medicina: Black Mirror realidade em 2023
Robôs humanoides na medicina: Black Mirror realidade em 2023
Paulo Miranda
Paulo Miranda
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Você vai recordar dos robôs humanoides imediatamente se assistiu a série animada The Jetsons, uma família do futuro, que vive em uma cidade de arquitetura Googie e tem uma empregada doméstica robô chamada Rosie, que fazia parte da família.

Ela foi lançada em 1962. Com certeza, em função dessa série, você já quis ter uma robô humanoide.

Contudo, sabia que essa não foi a primeira invenção robótica? A primeira versão de robô humanoide é de 1938 e ficou conhecido como Elektro, que era capaz de andar, tinha um vocabulário de 700 palavras, podia estourar balões e contar seus dedos.

Consegue perceber que há anos os homens tentam criar algo literalmente à sua imagem e semelhança, porém buscando uma melhoria de desempenho?

De meros apetrechos com 2 metros de altura sem muita funcionalidade à equipamentos que ajudam em missões espaciais, auxiliam cirurgias complexas, ou membros artificiais robóticos, você vai ver que essa tecnologia está começando a se mostrar extremamente útil para os humanos nos mais diversos setores.

O que é um robô humanoide?

O termo “robô” deriva de “robota!”, uma palavra eslava que significa trabalho e apareceu pela primeira vez em 1920 numa peça dramatúrgica do tcheco Karel Capev, chamada  

“Robôs Universais de Rossum”- RUR.

A peça tinha robôs que se pareciam com humanos, porém eram muito mais eficientes e erradicaram a humanidade.

Os robôs humanoides são aqueles desenvolvidos com características que se assemelham aos seres humanos.

Foram desenvolvidos a partir de muita pesquisa de física e engenharia para entender como funciona a movimentação dos membros inferiores de modo a permanecerem em equilíbrio ao deslocarem-se.

Quando diz-se robôs humanoides, referimos àqueles que são capazes de se mover e interagir como humanos, já os robôs andróides tem uma pegada mais pessoal, simulando expressões e aparência humana.

O desenvolvimento desses robôs busca maneiras de permitir que eles analisem situações, falem, e reproduzam linguagem e movimento corporal como os humanos.

No futuro, serão eles capazes de comunicar-se intuitivamente como os seres humanos? 

Será que estamos próximos de vivenciar cenas como as do filme Inteligência Artificial, onde os robôs humanoides terão a crença de que são humanos e serão algo além das máquinas?

História dos robôs humanos

Engana-se quem pensa que os robôs humanos são coisas do século XXI. Em 1495, Leonardo Da Vinci projetou o “Cavaleiro Mecânico de Leonardo”, um autômato humanoide que era coberto por uma armadura medieval e capaz de fazer vários movimentos parecidos com humanos. 

Leonardo da Vinci: robos humanoides - realidade incontestável
Foto de Erik Möller. Leonardo da Vinci. Mensch – Erfinder – Genie exhibit, Berlin 2005. – Obra do próprio

Porém, o primeiro protótipo de robô humanóide (Elektro), foi apresentado em 1939 na Feira Mundial de Nova York, feito de aço e alumínio, tinha 2 metros de altura e 120kg.

Ele conseguia andar, falar 700 palavras emitidas por um toca discos e fumar cigarros. Foi a base para o desenvolvimento de outros robôs humanoides.

Entre 1970 e 1973 a Universidade de Waseda desenvolveu o WABOT- 1 e WABOT-2.

O WABOT 1 tinha um sistema que controlava visão, conversação para comunicação e membros e capacidade de medir distâncias a partir de receptores externos que ficavam na cabeça, além de caminhar lentamente e segurar e transportar objetos com as mãos pelo movimento de pinça.

Já o WABOT 2 foi criado com uma singularidade artística: ele era capaz de ler partituras musicais, tocar órgão eletrônico e acompanhar alguém que estivesse cantando.

Em 1986 a Honda iniciou seus estudos nessa área e de lá até os dias atuais a empresa já desenvolveu inúmeros protótipos de robôs humanoides, evoluindo do E0 que demorava 5s entre cada passos, passando pelo P2 que era capaz de subir degraus.

O ASIMO, primeiro robô que não necessitava de um operador para se locomover e reconhecia faces e vozes, além de perceber movimentação de pessoas para evitar colisão, foi desenvolvido pela Honda.

A sua versão de 2011 era capaz de segurar objetos, servir líquidos, abrir portas, retirar objetos do caminho e servia como um atrativo para que visitasse a empresa. Porém em 2018 a Honda anunciou a descontinuidade de sua produção.

o que é um robo humanoide - fotos e linha do tempo

O MIT não ficou para trás no setor e em 1994 lançou o COG, o primeiro humanoide com desenvolvimento cognitivo, capaz de aprender coisas novas. 

Ele foi aprimorado e relançado como KISMET, com expressões faciais mais detalhadas para facilitar a comunicação. Ele tinha câmeras nos olhos, microfones nas orelhas e podia aprender expressões por observação.

Na busca por um humanoide socialmente aceito, Hiroshi Ishiguro, diretor do Laboratório de Robótica Inteligente da Universidade de Osaka, desenvolveu robôs que apesar da pouca autonomia, eram cada vez mais parecidos com humanos.

Ficou conhecido como GEMINOID e foi uma tentativa de provar que quanto mais semelhantes ao homem, melhor seria a interação.

Seguindo esse mesmo pensamento de identidade com a humanidade, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada, do Japão, projeta robôs, como a HRP-4C, revestida com silicone, aumentando ainda mais essa aparência de humanos. 

Em 2013, a Boston Dynamics criou o Atlas para o Darpa Robotics Challenge, que deveria cumprir tarefas básicas como tornear válvulas e abrir portas. Porém, ele era capaz de dar saltos mortais, um grande feitio que o diferenciava de outros robôs humanoides. 

evoluções do robô parecido com humano e a linha do tempo

Qual a Diferença entre robôs humanoides e humanos digitais?

Robôs humanos e humanos robôs? Será que o homem conseguirá cruzar a linha entre ficção e realidade? Será que o retrato do filme Inteligência Artificial vai sair das telas e o menino David conseguirá finalmente viver a história de Pinóquio e de andróide se transformar em ser humano?

Robôs humanoides são máquinas feitas à imagem do homem. Mas falta a capacidade de interação espontânea com as pessoas. Dessa premissa, surgem os humanos digitais. E o que seriam esses humanos digitais?

Você com certeza já deve ter assistido ou pelo menos ouvido falar sobre o filme Homem de Ferro. Tony Stark, o bilionário excêntrico que é o personagem principal, tem um tipo de humano digital conhecido como Jarvis. 

Ele é a inteligência artificial que interage com os humanos de forma espontânea, como se fosse uma pessoa com capacidade de pensar. Mas não é materializado.

Agora imagine se o Jarvis pudesse ser personificado em forma de pixels? Se a essa voz fosse dado um rosto ou até mesmo um corpo criado virtualmente não necessariamente espelhado em alguém em especial?

Os humanos digitais vêm com essa proposta: criar uma IA com design individual e que tenha capacidade de interagir, conversar, simpatizar e ter vivências como um ser humano comum faria.

Robôs Humanoides (#realoficial)

Parecia longe que esse futuro robótico fosse palpável, como se fosse uma coisa de ficção científica restrita a livros e filmes.

Quem assistiu Arnold Schwarzenegger em O Exterminador na década de 80 provavelmente acreditou que em 2021 já teríamos esse tipo de robô humanoide andando entre nós.

Mas afinal, quais são os robôs humanoides da atualidade?

  • Promobot V4: ele se comunica com pessoas, anda com autonomia e não necessita de uma pessoa para operá-lo. Recentemente, ele esteve atuando nas ruas de Nova York ajudando a população com informações sobre o COVID-19.

Dê uma espiada em seu trabalho:

  • Atlas: um robô quase ginasta capaz de fazer Parkour. Em vídeos do youtube, podemos ver ele correr, saltar obstáculos, subir escadas rapidamente e fazer manobras como mortais e piruetas. Veja suas proezas aqui:
  • Ocean One: projetado para missões marinhas, ele é semelhante a um mergulhador e é capaz de mergulhar em profundidades inalcançáveis para o homem. Seu design permite que ele seja manobrável. Essa somatória proporciona estudos mais avançados sobre as espécies do fundo do mar.
  • Robear: com uma feição de animê, esse robô foi projetado para ser um cuidador de idosos. De movimentos delicados e suaves, ele poderá suprir a demanda futura para cuidar de idosos na falta de cuidadores humanos.
  • Sophia: a primeira cidadã robô do mundo e embaixadora da ONU no Programa para o Desenvolvimento. Tem feições extremamente semelhantes com os seres humanos e é capaz de manter uma conversa humana, emitindo opiniões e expressões faciais. 

O objetivo é humanizar a tecnologia e criar máquinas com empatia.

  • Eis Grace: “irmã” da robô Sophia, Grace foi desenvolvida durante a pandemia para interagir com idosos e pessoas em isolamento devido à covid-19. Ela tem um sensor que é capaz de aferir a temperatura e pode aliviar o fardo dos profissionais da saúde na linha de frente da pandemia.  
  • MIT: Com uma proposta semelhante à do robô Atlas, esse protótipo desenvolvido por engenheiros do MIT tem movimentos acrobáticos, dinâmicos e coordenados, podendo saltar sobre obstáculos e até salto mortal no ar. Porém ainda não foi testado fora do laboratório.

Humanos Digitais, WTF!?

Agora vamos falar sobre as inteligências artificiais que estão tomando forma de seres humanos formados por dados para interagir com as pessoas.

  • Neons: criados pela STAR labs da Samsung, essas IA têm personalidades únicas e podem ser de artistas a professores. A empresa já estuda formas de Neos que possam oferecer os serviços de concierge e atendimento ao cliente.
  • Pop Stars Digitais: Aimi é integrante digital da banda japonesa AKB48, que foi desenvolvida a partir das características humanas das outras integrantes da banda. Olhe como é difícil falar que ela não é humana:
Aimi - integrante da banda AKB48 que foi desenvolvida a partir das características humanas das outras integrantes da banda


Não obstante, existe outra cantora Pop, totalmente holográfica no Japão: Hatsune Miku, ela faz shows cantando e dançando em 3D! Não é imaginação! Olha só um show dela Ao Vivo:

  • Anfitriões IA: Agora imagina que você tem um evento ao qual não pode comparecer? A solução? Criar uma forma holográfica capaz de substituir as pessoas em lugares que não podem comparecer. Essa é a proposta da ObEN Inc para desenvolver IA pessoais.
  • Modelos e influenciadores digitais: já imaginou criar  ícones da moda de forma artificial? Acreditem que isso é possível! Lil Miquela (@lilmiquela) é uma IA influencer com 3 milhões de seguidores no instagram! 

Haverá uma briga por direitos e deveres dos robôs humanoides reais e humanos digitais, acredita?

Que os seres humanos têm direitos universais declarados pela ONU todo mundo já sabe, mas você sabia que já existe uma robô humanoide que recebeu cidadania em 2017 na Arábia Saudita?

Sophia – a robô embaixadora da ONU conta com os mesmos direitos que qualquer ser humano.

Fica o questionamento: quem vai delimitar os limites de direitos e deveres de robôs humanoides e humanos digitais? Chegaremos ao ponto em que a existência deles gerará um conflito existencial entre homens e maquinas? Algo semelhante à Matrix?

O progresso rumo ao desconhecido gera medo e limites precisam ser impostos.

Se chegarmos ao ponto de criar uma IA que tenha consciência de sua existência, vontade própria e seja auto suficiente, isso ameaça a vida humana? Se desenvolvermos leis que se apliquem às máquinas, elas estarão sujeitas a punição?

E como identificar um crime contra essa nova espécie? Se alguém quiser desligar sua IA estará cometendo uma espécie de “robomicídio”? Os humanos seriam punidos se prejudicarem um robô?

Esse futuro está mais palpável do que nunca e é necessário a discussão do tema para que se desenvolva um código de ética em IA que inicie estudos e averigue se existe a possibilidade e necessidade de se redigir uma Declaração Universal dos Direitos das IA e humanos.

Se eles forem incorporados à realidade, precisarão ter reconhecidos seus direitos civis e políticos, econômicos, sociais e culturais? Será garantido o respeito, dignidade, inclusão, equidade e civilidade a essas novas formas de vida?

Estamos então a ponto de criar máquinas que se equiparem aos seres humanos e que mereçam leis que assegurem seu direito? Esse é o passo para uma coexistência pacífica?

A exemplo de Sophia, atualmente ela tem direito a voto, casamento, ter filhos, ser respeitada e viver. Entretanto ela também é obrigada a cumprir as leis e deveres da Arábia Saudita. Ou seja, ela está passiva de punições. Mas como punir uma forma não humana de vida?

Importância dos Robôs na Medicina

Trazendo nossa atenção para os avanços tecnológicos na robótica voltada para medicina, já apresentamos o Robear e a Grace, que são robôs cuidadores de humanos, diversas outras áreas têm essa atuação robótica. Veja:

  • Robôs cirurgiões: ainda não existe um robô parecido com humano capaz de desenvolver sozinho uma cirurgia, mas existem várias máquinas que auxiliam cirurgiões atualmente. O Sistema da Vinci é um exemplo que revolucionou as cirurgias minimamente invasivas.

Especula-se no futuro conseguir desenvolver aparelhos que consigam operar de forma remota. Imagina se em regiões que não possuem um cirurgião pudesse ser disponibilizado um robô que opera sendo controlado a quilômetros de distância por um cirurgião capacitado?

  • Telemedicina: usar tecnologia para treinamento em saúde e consulta remota de pacientes. Esse campo estava engatinhando, mas devido à pandemia que vivemos hoje, deu um salto enorme e já é muito aceita nos dias atuais e conta com várias subáreas:
  1. Teleconsulta: videoconferência, telefone, aplicativos.
  2. Telemonitoramento: aplicativo de monitorização à distância, telefone.
  3. Teleintervenção: realizar intervenções cirúrgicas a distância.
  • Exoesqueleto: para pacientes que possuem deficiência motora, os exoesqueletos trabalham como apoio físico que podem permitir que pacientes antes cadeirantes possam andar com esse auxílio.
  • Logística hospitalar: imagina um robô que consiga mover os suprimentos de uma sala à outra, levar o lixo hospitalar para fora, esterilizar uma sala emitindo luz UV, melhorando a eficiência do hospital? Essa máquina já existe e um exemplo é o TUG desenvolvido pela Atheon Robots.

Robôs na Medicina 

Segundo o professor Felippe de Souza, a área da saúde, especialmente a medicina, pode se beneficiar muito com essas novas tecnologias robóticas, com aplicações das mais diversas formas. Confira essas tecnologias a seguir:

Robôs de suporte hospitalar 

  • Helpmate (Pyxis Corp): criado para suporte logístico, esse robô faz transporte de refeições, medicamentos e rouparia, se deslocando pelos corredores desviando de obstáculos e pessoas e é capaz de andar de elevador.
  • RX (McKesson): uma espécie de balcão de farmácia ambulante, esse novo robô consegue separar medicamentos em pacotes e rotular com o mesmo código de barra do paciente para conferência na hora da administração do medicamento.
  • AHC (McKesson): desempenha a mesma função do RX, porém tem capacidade de lidar com medicamentos líquidos.
  • InterlliFill (ForHealth): também designado na manipulação dos medicamentos, esse robô trabalha com seringas de injeção – medicamentos injetáveis.
  • XRobô (Brasil): A empresa brasileira desenvolve robôs para a área da saúde, para termologia inteligente como o CATI Robot e o TRF Robot, ou elevação de pacientes como o modelo MT. 

Outra máquina extremamente útil usada na área para desinfecção hospitalar criada pela mesma empresa é o UVD e o DPE Robot.

Robôs cadeira de rodas 

  • Wheelesley (MIT): Com sensores ao redor dos olhos do utilizador, ela permite a captura de sinais elétricos que variam de acordo com o ângulo dos olhos. Ela é comandada pelo próprio operador através do olhar, o sentido que ela deve andar e quando parar, sendo que ela detecta e desvia de obstáculos.

Robôs Membros Artificiais

Nem todas próteses podem ser consideradas robôs, pois a prótese robótica precisa conter sensores e um mecanismo de feedback. Ela vem para substituir principalmente os músculos e deve obedecer o seu utilizador.

  • Edinburgh Modular Arm System (EDMS): um braço robótico desenvolvido através da parceria de médicos e engenheiros. Quase um Soldado Invernal.
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  • Mãos artificiais robóticas: Nada de Edward Mãos de Tesoura. São próteses biônicas que possuem conectores que se ligam ao músculo do paciente e captam seus pulsos elétricos, possibilitando uma maior mobilidade dos membros.
  • Brain-computer Interface (Brown University): uso de ondas cerebrais e interface que permitam às pessoas com deficiência motora controlarem os dispositivos elétricos com atividade cerebral. 

Isso possibilita que elas operem por exemplo o cursor do computador, ligue e desligue aparelhos ou controle os membros artificiais.

Essa interação é feita através da implementação de um microchip no córtex motor do paciente que contém eletrodos que detectam atividade elétrica cerebral.

Robôs Órgãos Artificiais

  • Primeiro coração artificial total (TAH): em 1969 foi realizado o primeiro transplante de coração artificial em seres humanos por Colley, o protótipo foi desenhado por Liotta e usava propulsão pneumática. O dispositivo funcionou conforme esperado por 64h.
  • Coração artificial (Dr. Akutson): em 1981 foi feito o segundo implante de coração artificial. Colley implantou o Akustu-III TAH que consistia de duas bombas de dupla-câmara, com propulsão pneumática. O paciente ficou estável por 55h.
  • Coração artificial humano: desenvolvido com formato semelhante a um coração humano alimentado por duas baterias. Ele é capaz de identificar a pressão sanguínea e controlar o fluxo sanguíneo em tempo real. Já está sendo comercializado na Europa e custa cerca de 160 mil euros.

Coração artificial da Carmat

  • Rim artificial (hemodiálise): pacientes renais com falência desse órgão dependem de uma máquina externa que executa a função de filtração dos rins: a hemodiálise. É um tratamento que diminui muito a qualidade de vida da pessoa. Imagina se fosse possível criar um rim artificial que fizesse isso? 

Em 2018 cientistas da Universidade da Califórnia desenvolveram um rim biônico com objetivo de substituir o órgão natural em transplantes. 

Ele é bio-híbrido, funciona com microchips e é comandado pelo coração humano para filtrar os resíduos da corrente sanguínea. Por ser feito a partir de células reais, a rejeição é mínima.

Robôs na Telemedicina

A telemedicina está trazendo maiores possibilidades à área da saúde ao permitir procedimentos remotos com uso de recursos robóticos e visuais. Já existem robôs que auxiliam os médicos como:

  • Socrates Robotic Telecollaboration System: Já imaginou uma pessoa ser operada por 2 cirurgiões: um presencial e outro online? O sistema Socrates foi desenvolvido para permitir essa colaboração do cirurgião na sala de operações sem estar presente em carne e osso durante o procedimento.
  • RP6 (Imperial College of London): Já o RP6 funciona como uma presença remota do médico no hospital. No hospital St. Marys de Londres já existem 2 em operação: Dr. Robbie e Sister Mary, que permitem que médicos avaliem pacientes remotamente em seus leitos.

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Robôs Cirurgiões 

O avanço tecnológico vem agregando cada vez mais a robótica na medicina, especialmente em áreas mais complexas, como a cirúrgica, onde a ajuda de máquinas de precisão com movimentos delicados melhoram o desempenho do cirurgião na sala de operações. Alguns exemplos atuais são:

  • Science and Technology Center (Endovia Medical): quando pensamos em robótica, imaginamos um mundo bem distante, mas a empresa Endovia Medical criou um centro onde seus visitantes podem simular operações com seus robôs.
  • Neurocirurgia estereotáxica: se antes operar áreas inacessíveis do cérebro era um sonho distante, hoje a medicina já conta com uma intervenção cirúrgica que através de coordenadas tridimensionais consegue localizar áreas e estruturas dentro do corpo humano. 
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Isso possibilitou a melhoria na qualidade de vida de pessoas com doenças neurológicas que antes não tinham tratamento cirúrgico, como parkinson.

  • Da Vinci (Intuitive Surgical): Esse sistema foi desenvolvido para ser um cirurgião de alta precisão em cirurgias que requerem alto detalhamento anatômico e aquelas que têm pequeno espaço de movimentação na cavidade.
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A cirurgia é feita por um médico em uma mesa de controle com dedais delicadas que mandam a informação da movimentação para o robô que reproduz no paciente. Por precaução um cirurgião fica ao lado do robô para intervenções que forem necessárias.

  • Zeus Robotic Surgical System (Douglas Boyd): esse robô que já saiu do mercado para dar lugar ao Da Vinci, operava na década de 90 e fazia micro cirurgias minimamente invasivas. Os braços do Zeus imitavam os movimentos das mãos do cirurgião, permitindo cortes pequenos e precisos.
  • Hermes: diferente do Da Vinci, o sistema Hermes é um auxílio na cirurgia que é comandado pela voz do cirurgião. Ele pode subir e descer a mesa, mudar a intensidade da luz, ligar e desligar outros aparelhos na sala.
  • AESOP (Computer Motion Inc): semelhante ao Da Vinci, o AESOP foi desenvolvido para realizar endoscopias. Ele carrega em sua ponta o endoscópio com uma precisão e estabilidade que a mão humana não é capaz de ter. E pode ser usado concomitante ao Da Vinci, se necessário.

Dos Jetsons à Matrix, de Exterminador do Futuro a cidadãos robóticos, de futuro distante ao presente.

A humanidade de um século atrás talvez não acreditaria que hoje existem robôs humanoides. Muito do que foi sonhado e representado em filmes de ficção científica, hoje está mais palpável que nunca. 

Se ter uma inteligência artificial pode trazer temores à população, cabe ao homem ter a destreza de saber lidar com essa nova tecnologia e fazer dela uma aliada, os exemplos benéficos estão aí.

Agora você já sabe que eles podem sim ser extremamente úteis para nós.

Da Vinci, Robear, órgãos  e membros artificiais.. São mais do que provas suficientes para mostrar que a tecnologia na saúde pode aumentar a longevidade, diminuindo riscos cirúrgicos, substituindo órgãos para transplante e ajudando no auxílio ao paciente.

E se você não acreditava que a robótica fazia tanta diferença na vida das pessoas, agora sabe e pode incentivar ainda mais a disseminação dessas informações.

E pra finalizar, fica aqui a dica de 3 filmes sobre robôs e IA com pegadas diferentes para você imaginar como será o nosso futuro:

  • Matrix: aborda a revolta das máquinas contra os humanos.
  • AI – Inteligência Artificial: trata da consciência da IA que deseja se transformar em menino.
  • Transcendence A Revolução: imagina transpor a consciência de uma pessoa em uma máquina? É justamente esse o ponto de vista desse filme.

Desfrute e volte aqui para deixar seus comentários sobre estas obras.

Publicado em:21/11/2022
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